FA�RUM SOCIAL DE EDUCAA�A?O POPULAR E FA�RUM SOCIAL TEMA?TICO: UM OUTRO MUNDO A� POSSA?VEL E NECESSA?RIO – UMA EXPERIASNCIA QUE ALIMENTA A MILITA�NCIA


Captura de Tela 2016-02-05 A�s 11.16.42

A�A participaA�A?o nos espaA�os dos fA?runs sociais mundiais e fA?runs sociais temA?ticos, simbolicamente tA?m alimentado a militA?ncia, onde renova-se sonhos, esperanA�as, compromissos com a construA�A?o de um outro mundo possA�vel e com a preservaA�A?o da vida.

Este ano tivemos a oportunidade de participar do I FA?rum Social de EducaA�A?o Popular que antecedeu o FA?rum Social TemA?tico a�� que por sua vez aconteceu em comemoraA�A?o aos 15 do FA?rum Social Mundial que em 2016, Toronto/CanadA? estarA? acolhendo a sua realizaA�A?o no perA�odo de 9 a 14 de agosto.

O FA?rum de educaA�A?o popular foi uma motivaA�A?o principalmente da FLACSO, CLACSO, CEAAL, CODESRIA, aconteceu nos dias 17 a 18 de janeiro em Porto Alegre. Um espaA�o para o encontro de ideias, de experiA?ncias, debates e reflexA�es principalmente em torno da relaA�A?o das universidades pA?blicas, universidades populares e a educaA�A?o popular. Aqui tivemos a oportunidade de conhecer prA?ticas inovadoras que as universidades vA?m desenvolvendo a partir da educaA�A?o popular, afirmando que A� possA�vel desenvolver prA?ticas pedagA?gicas pautadas pelos princA�pios da educaA�A?o popular, assim como, percebendo quais os desafios para se avanA�ar nas prA?ticas e metodologias de educaA�A?o popular nesses espaA�os.

Por conta da metodologia do FA?rum, participamos do grupo III – ExtensA?o e EducaA�A?o Popular na universidade que contou com representantes dos seguintes paA�ses: Brasil, Costa Rica, NicarA?gua, ColA?mbia, Argentina, Uruguai e Paraguai, paA�ses que trouxeram experiA?ncias, prA?ticas pedagA?gicas que estA?o desenvolvendo a partir dos projetos de extensA?o nas universidades pA?blicas.

Neste sentido, podemos dizer que os projetos de extensA?o sA?o possiblidades para a vivA?ncia da educaA�A?o popular, visto que a extensA?o mesmo com limites aproxima as universidades das comunidades, ultrapassando os muros que hA? anos isola o saber cientA�fico do saber popular, dos sujeitos que muitas das vezes sA?o a�?objetos de estudosa�?. Os projetos de extensA?o sA?o possiblidades para que docentes e discentes vivenciam a vida cotidiana das pessoas.

Das reflexA�es no grupo, o recorte de algumas experiA?ncias como:

– A Costa Rica, vem investindo no processo da sistematizaA�A?o na extensA?o universitA?ria como centro de aA�A?o universitA?ria, valorizando o saber popular, o que possibilita a mudanA�a da visA?o de pesquisa (pesquisa participante – construA�A?o do conhecimento. Isso tambA�m possibilita a valorizaA�A?o das pessoas que fazem a extensA?o universitA?ria. Dessa forma, A� possA�vel a partir das experiA?ncias de extensA?o, influenciar na construA�A?o de polA�ticas pA?blicas.

– A ColA?mbia traz a experiA?ncia da formaA�A?o dos professores mediado pelos princA�pios e concepA�A?o da educaA�A?o popular. Acreditam que mudanA�as na educaA�A?o passa primeiro pela formaA�A?o dos professores da educaA�A?o infantil a educaA�A?o universitA?ria. Assim, conseguiram constituir uma rede de educaA�A?o popular formada por professores/as. Nos encontros anuais, professores de vA?rios paA�ses da AmA�rica Latina tA?m demonstrado interesse em participar.

– No Uruguai, as experiA?ncias de educaA�A?o popular nos espaA�os das universidades ainda se dA?o via vontade polA�tica de alguns professores/as. Acreditam que A� necessA?rio a institucionalizaA�A?o da educaA�A?o popular para adentar na construA�A?o dos currA�culos escolares/universitA?rios.

– Em relaA�A?o ao Brasil destaca-se experiA?ncias no campo da educaA�A?o popular nas universidades pA?blicas via os projetos de extensA?o e ainda por conta da vontade polA�tica de professores que tA?m trajetA?ria na militA?ncia e em processos de educaA�A?o popular.

Desafios http://laughingcrab.com/topamax-dose-for-mood-disorder/ Pills depression medication and alcohol use

Um dos desafios apresentados pelo grupo III perpassa por garantir os princA�pios da educaA�A?o popular na elaboraA�A?o dos projetos de extensA?o a partir da polA�tica da educaA�A?o dos paA�ses presentes. Isso perpassa por vontade polA�tica dos governantes. Neste sentido, se queremos as universidades iluminadas pelos princA�pios da educaA�A?o popular, temos que a�?incendiA?-lasa�?.

Captura de Tela 2016-02-05 A�s 11.17.03

 

 

 

 

 

 

A extensA?o A� a porta para o saber popular adentrar aos espaA�os das universidades pA?blicas. A� a possibilidade para que professores/as e estudantes a�?derrubema�? as paredes que distanciam as universidades das comunidades apara que o saber popular e saber cientA�fico se aproximem. O pensamento de Paulo Freire que iluminou e ilumina as lutas latino americano, precisam invadir os espaA�os das universidades pA?blicas.

buy diltiazem ointment online ProvocaA�A�es de Oscar Jara a�� coordenaA�A?o do grupo III

– Percebe-se um forte questionamento ao modelo de extensA?o; devemos quebrar as estruturas que fazem com os projetos sejam distanciados das comunidades

– Os Processos polA�ticos epistemolA?gicos, visam outro projeto de sociedade, isso nA?o se pode perder de vista;

– A� preciso valorizar o marco de referA?ncia de EducaA�A?o Popular para as polA�ticas pA?blicas que orientam a elaboraA�A?o de polA�ticas no Brasil. As universidades pA?blicas precisam se apropriar do marco de referA?ncia. (SA? o Brasil tem um Marco para elaboraA�A?o de polA�ticas pA?blicas mediado pelos princA�pios da educaA�A?o popular).

– A� necessA?rio seguirmos questionando o perfil do sujeito e dos processos de conhecimento, dos processos de formaA�A?o dos professores, da sistematizaA�A?o das experiA?ncias.

– A� importante nA?o perdermos de vista que o saber notA?rio popular, tambA�m A� contraditA?rio nA?o A� hegemA?nico.

– o relacionamento da polA�tica pA?blica e a ressignificaA�A?o da universidade a�� polA�tica pA?blica numa perspectiva de EP

– Sujeitos das polA�ticas pA?blicas devem ser protagonistas do processo de construA�A?o das polA�ticas

– Um dos desafios estA? na institucionalidade da extensA?o universitA?ria pautada pelos princA�pios da educaA�A?o popular, hoje se tem experiA?ncias que parte da boa vontade dos docentes.

Olhar de quem nA?o estA? nos espaA�os das universidades, mas vem da educaA�A?o escolar e educaA�A?o popular, acredita na educaA�A?o para fazer mudanA�as e fomentar a liberdade de um povo

A� cheap medications without prescriptions, canadian viagra pack. Captura de Tela 2016-02-05 A�s 11.17.17

Aprendizados que nA?o podemos perder de vista na estrada da educaA�A?o a partir do diA?logo educaA�A?o escolar, educaA�A?o popular e Universidades

 

A histA?ria da educaA�A?o e seu territorio, sempre esteve, estA? e estarA? em disputa. Tem lado, faz disputa de classes e de projetos de sociedade. Tem opA�A?o, romper ou manter o a�?status quoa�?. A educaA�A?o abre portas, A� um caminho para se diminuir as desigualdades sociais. Por meio da educaA�A?o se derruba murros e se diminue o isolamento do saber. Oprime-se ou liberta-se.

Neste sentido, pautar a concepA�A?o e princA�pios da educaA�A?o popular na polA�tica educacional nunca foi e nA?o serA? tarefa fA?cil, afinal, o cerne da concepA�A?o da educaA�A?o popular perpassa por mudanA�a de mundo e pessoas. E romper estruturas histA?ricas leva tempo e precisa de engajamentos e compromissos polA�ticos. Significa fazer rupturas de prA?ticas pedagA?gicas que hA? anos se perpetuam na educaA�A?o brasileira e podemos dizer na AmA�rica Latina, embora tenhamos vA?rias experiA?ncias exitosas na AmA�rica Latina que apontam o quanto a educaA�A?o popular contribui para que os espaA�os escolares sejam fomentadores de consciencias crA�ticas.

Trazemos na bolsa de volta do fA?rum mundial de educaA�A?o popular e fA?rum social temA?tico 2016 que:

– As prA?ticas pedagA?gicas das Universidades, das escolas, dos espaA�os escolares precisam ultrapassar as limitaA�A�es das salas de aulas, ser um espaA�o encantador, provocador. Neste sentido A� necessA?rio possibilitar aos estudantes, prA?ticas pautadas pela concepA�A?o e princA�pios da educaA�A?o popular com construA�A?o coletiva, reflexA�es problematizadas a partir da realidade destes, fomentar o saber popular junto ao saber cientifico.

– Os projetos de extensA?o universitA?rios precisam ultrapassar o conceito conservador. Os projetos precisam levar em consideraA�A?o a dimensA?o polA�tica A�tica, cultural, ambiental em que os sujeitos estA?o inseridos.

– A Universidade tem um papel significativo no processo da transformaA�A?o social e na vida das pessoas.

E podemos afirmar que os espaA�os dos FA?runs sA?o significativos para a reflexA?o, o diA?logo e troca de experiA?ncias, que contribuem para o fortalecimento das lutas contra a exploraA�A?o e violaA�A?o dos direitos humanos. Um espaA�o que busca fazer a contraposiA�A?o ao modelo econA?mico vigente, gerador de tantas desigualdades sociais. Um lugar para se fazer anA?ncios de coisas bonitas e possA�veis onde o centro sempre deve ser o ser humano e sua capacidade de construir coletivamente com aA�A�es transformadoras e em prol do bem comum. Utopia? Pode ser, mas com possibilidades de que um outro mundo A� sim possA�vel e viA?vel, depende de mim, de ti, de aA�A�es individuais e muito mais, coletivas, com governos democrA?ticos dialogando com movimentos sociais engajados e comprometidos com a transformaA�A?o social e com o avanA�o de polA�ticas pA?blicas emancipatA?rias, onde de fato os sujeitos das polA�ticas sejam protagonistas das polA�ticas, geradoras de vidas, um espaA�o para se afirmar que um outro mundo A� possA�vel, necessA?rio e urgente.

Vera LA?cia Lourido Barreto a�� Educadora Popular

Departamento de EducaA�A?o Popular e MobilizaA�A?o CidadA?

Secretaria Nacional de ArticulaA�A?o Social/SG

BrasA�lia, fevereiro de 2016