Democracia em Xeque III

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* Marcio Cruz

A� A� Como se nA?o fosse estranho, se for efetivado o golpe pelo impeachment da presidenta Dilma, o paA�s acordarA? em certa manhA? sendo governado por Michel Temer tendo como vice Eduardo Cunha ambos do PMDB e pessoas brancas comemorando o fim da corrupA�A?o, bebendo espumante, acompanhadas de babas e bichinhos de estimaA�A?o.

O PMDB assumiu-se protagonista do golpe institucional tendo Michel Temer (vice presidente) como principal conspirador. Sua perspectiva A� simples, retirar Dilma do governo num golpe institucional, com o apoio do PSDB, poder judiciA?rio e a mA�dia. Garantir a governabilidade atA� o final do mandato com algumas polA�ticas sociais como bolsa famA�lia, limitando avanA�os de direitos, e o quanto possA�vel, retomar a agenda neoliberal de desmonte do Estado. Este contexto permitiria a Michel Temer, ser candidato a presidente em 2018 pelo PMDB jA? estando no cargo de forma ilegA�tima.

O PSDB preferia outro cenA?rio, a antecipaA�A?o das eleiA�A�es e o impedimento de Dilma e Temer pelo STF por crime eleitoral. Para os tucanos, especialmente para o senador AA�cio Neves, este cenA?rio lhe daria melhores chances eleitorais. Mas, quem nA?o tem cA?o caA�a com gato! O PSDB entende que as cartas estA?o nas mA?os do PMDB que detA�m a vice presidA?ncia da repA?blica os presidentes do CA?mara e Senado.

Para este roteiro ser efetivo A� preciso a implementaA�A?o do golpe pelo impeachment na CA?mara e no Senado, aval do STF abrindo mA?o de garantir a ConstituiA�A?o sobre a anA?lise de crimes de responsabilidade da presidenta Dilma, e, o aprofundamento da Lava Jato na criminalizaA�A?o de petistas e polA�ticos ligados ao lulismo com foco na prisA?o e condenaA�A?o em tempo recorde do prA?prio Lula. Pode atA� ser pela tese de domA�nio de fato, sem a necessidade de provas evitando sua candidatura em 2018.

?buy avodart dutasteride Derrotar o golpe e ampliar a democracia

Independente do desfecho do golpe em curso, a atual guerra polA�tica serA? de longa duraA�A?o. Se vitorioso em barrar o golpe, o governo ganharA? folego para enfrentar outras batalhas, mas nA?o terA? trA�gua atA� o dia das eleiA�A�es de 2018. O fortalecimento dos setores conservadores, as mobilizaA�A�es promovidas pelos meios de comunicaA�A?o de massa, o surgimento de comportamentos fascistas nas ruas, a postura partidA?ria de setores do judiciA?rio, MinistA�rio PA?blico Federal, PolA�cia Federal e de Ministros do STF demonstram que os tempos de conciliaA�A?o nA?o surtem efeito.

A derrota do golpe deve ser consequente com a ampliaA�A?o da democracia e o fim das iniciativas conciliadoras com os setores conservadores da sociedade brasileira. A correlaA�A?o de forA�a institucional no CA?mara nA?o pode mais ser instrumentalizada como narrativa ao pragmatismo da conciliaA�A?o de interesses de classe que desacumulam as mobilizaA�A�es de massa e a organizaA�A?o social por rupturas com a cultura patrimonialista, racista e patriarcal da sociedade brasileira.

As geraA�A�es que se unem nas grandes marchas de luta contra o golpe, tA?m a oportunidade histA?rica de ampliar o carA?ter democrA?tico do Estado, demostraram forA�a e organizaA�A?o para mobilizar a sociedade em defesa da democracia, e sA?o capazes de manter a mobilizaA�A?o contra um lamentA?vel governo do conspirador Michel Temer. No entanto, se derrotarmos o golpe, A� fundamental que Dilma tome atitudes para aprofundar o Estado DemocrA?tico de Direito e estabeleA�a alianA�as com os setores organizados que saA�ram as ruas contra o golpe, no sentido de construir caminhos nas ruas, para democratizar a terra, os meios de comunicaA�A?o, o sistema fiscal e tributA?rio, os espaA�os urbanos, a cultura, a educaA�A?o entre outros espaA�os com potencial de participaA�A?o social.

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Esses meses de luta polA�tica promoveram angA?stias em uns e esperanA�as em tantas pessoas. Estou entre os esperanA�osos. Che Guevara dizia que quanto estamos em luta o a�?futuro nos pertencea�?. EstA?o dadas as condiA�A�es para avanA�armos ou retrocedermos na agenda de polA�ticas pA?blicas, no entanto, jA? avanA�amos em muito na capacidade de organizaA�A?o, mobilizaA�A?o e diA?logo entre os setores da organizaA�A?o popular, partidos, sindicatos, trabalhadores sem terra, pequenos produtores, artistas, homes e mulheres, jovens e idosos que lutam para pavimentar no presente a nova sociedade que anunciamos para o futuro.

Em qualquer dos cenA?rios possA�veis em relaA�A?o ao golpe, a luta pela democracia se manterA? para a construA�A?o do poder popular. Se vitoriosos contra o golpe luta se manterA? para a resistA?ncia e aprofundamento da democracia, se formos derrotados num golpe institucional, vamos lutar para restaurar a democracia e aprofunda-la sob novos valores.

O FREPOP a�� FA?rum de EducaA�A?o Popular que serA? realizado em Recife entre os dias de 19 e 23 de julho prA?ximo, inscreve-se neste contexto como um dos momentos no caminho. Momento de encontro para que educadores e educadoras populares que se articulam no interior de movimentos sociais de luta polA�tica e social, possam interpretar os contexto histA?rico atual, os processos de aprendizagem pessoal e coletiva e a articulaA�A?o de aA�A�es que reorientem o projeto de luta pelo poder popular.

Entendemos que a democracia A� meio e fim deste processo, por isso, defender e aprofundar a democracia, a participaA�A?o efetiva nos processos coletivos, pA?blicos e sociais, A� condiA�A?o para o surgimento do inA�dito viA?vel, como possibilidade de uma nova sociedade que surja da negaA�A?o dos valores da sociedade capitalista, para uma sociedade sustentada pela A�tica de valores de igualdade quando as diferenA�as nos separam e da diversidade quando a igualdade nos anula.

* Educador, sociA?logo e integrante do ComitA? Nacional de OrganizaA�A?o do XIII FREPOP a�� FA?rum de EducaA�A?o Popular – X Internacional