CURTA SUS : Cinema e educaA�A?o popular em saA?de no SUS Aracaju

Chenya ValenA�a Coutinho – Bacharelanda em Enfermagem (UFS)[1]*

Gustavo A?vila Dias – Mestre em Antropologia (UFS)

Aline de Oliveira Ribeiro – Mestranda em Enfermagem (UFS)

Rosiane Dantas Pacheco – Mestre em SaA?de Coletiva (UNESP)

 

RESUMO

Resultado de um estudo observacional, retrospectivo, descritivo com interpelaA�A?o quali-quantitativa, que aborda a EducaA�A?o Popular em SaA?de baseada em uma perspectiva dialA?gica de comunicaA�A?o em saA?de eficaz. Pretende-se verificar os resultados do projeto Curta SUS e possibilidades de uso da EducaA�A?o Popular e do cinema como estratA�gias para aA�A�es de educaA�A?o em saA?de. Realizou-se a pesquisa com 33 profissionais que atuam nos dispositivos do SUS/Aracaju, e demais redes articuladas. Assim, conclui-se que o diferencial do projeto A� servir de ferramenta aos trabalhadores de saA?de ao utilizar tecnologia e arte integrados A�s rodas de conversa fomentando o diA?logo e troca de saberes e potencializando todo processo educativo.

DESCRITORES: EducaA�A?o em SaA?de, PromoA�A?o da SaA?de, Arte, ComunicaA�A?o.

INTRODUA�A?O

O presente estudo aborda a EducaA�A?o Popular em SaA?de por meio de uma perspectiva dialA?gica, construtiva de cidadA?os partA�cipes e autA?nomos, capaz de promover de forma eficaz a comunicaA�A?o entre sujeitos. AlA�m disso, por meio do projeto Curta SUS, pretende-se avaliar o uso da arte e da metodologia proposta pela educaA�A?o em saA?de como elementos potencialmente disparadores de problematizaA�A�es e reflexA�es no A?mbito da saA?de coletiva a�� a qual, possivelmente, instigaria os sujeitos a deixarem a posiA�A?o de meros espectadores para conquistarem uma atitude de atores sociais conscientes de seus direitos e corresponsA?veis por sua saA?de.

O Projeto Curta SUS surgiu no A?mbito da secretaria Municipal de SaA?de do municA�pio de Aracaju (SMS) com o objetivo de estreitar a articulaA�A?o entre as aA�A�es de promoA�A?o e prevenA�A?o A� saA?de. A proposta apresenta como ferramenta propulsora dessas aA�A�es a utilizaA�A?o da linguagem cinematogrA?fica para fomentar rodas de conversa e reflexA�es acerca da produA�A?o de saA?de, bem como o empoderamento dos indivA�duos dentro dos dispositivos de saA?de do territA?rio. O projeto destaca-se, dentre outros aspectos, pelo seu carA?ter inovador e singular, notabilizado por utilizar tecnologia leve com baixo investimento para implementaA�A?o, como tambA�m por seu alicerce nos princA�pios da EducaA�A?o Popular idealizada por Paulo Freire e na PolA�tica Nacional de HumanizaA�A?o (PNH).

No decorrer da anA?lise, observou-se a carA?ncia de estudos e relatos de experiA?ncias similares ao Projeto Curta SUS nos A?mbitos regionais e locais, fato que motivou a realizaA�A?o deste trabalho. Assim, acredita-se que os resultados obtidos poderA?o subsidiar novas pesquisas, alA�m de contribuir com a sensibilizaA�A?o dos profissionais da saA?de em relaA�A?o a importA?ncia da ampliaA�A?o da promoA�A?o e prevenA�A?o A� saA?de por meio de aA�A�es de carA?ter educativo de forma integral e humanizada. TambA�m, proporcionar debates acerca da utilizaA�A?o da EducaA�A?o Popular e do cinema nas aA�A�es de educaA�A?o em saA?de.

SISTEMA AsNICO DE SAAsDE (SUS)

A criaA�A?o do SUS, hA? cerca de 20 anos, foi resultado de um processo que amadureceu ao longo das resistA?ncias e lutas dos movimentos sociais, tal sistema mantA?m-se em reformulaA�A?o e renovaA�A?o continua.1 Portanto, faz-se necessA?ria uma revisA?o crA�tica dos modelos e aA�A�es implantadas no SUS.

A PolA�tica Nacional de HumanizaA�A?o formulada e lanA�ada em 2003 pelo MinistA�rio da SaA?de (MS),2 A� um exemplo de proposta de renovaA�A?o dos modelos de gestA?o e atenA�A?o no cotidiano dos serviA�os de saA?de. Essa polA�tica reafirma os princA�pios da universalidade, equidade e integralidade do SUS, alA�m de propor a transversalidade, a nA?o dissociaA�A?o entre atenA�A?o, gestA?o e protagonismo, corresponsabilidade e autonomia dos sujeitos e coletivos.3 A PNH sugere, ainda, a mudanA�a dos modelos de atenA�A?o e gestA?o fundados na racionalidade biomA�dica por meio de prA?ticas como: a clA�nica ampliada, a cogestA?o dos serviA�os, a valorizaA�A?o do trabalho, o acolhimento, a ambiA?ncia, a defesa dos direitos dos usuA?rios, dentre outras.3 Enquanto objetiva o fortalecimento e a efetivaA�A?o do SUS, compromete-se com a qualificaA�A?o do mesmo por meio da mobilizaA�A?o dos sujeitos e determina o papel do apoio institucional, que visa a construA�A?o de outro formato do trabalho.2

Outra proposta de readequaA�A?o dos modelos de saA?de que ganha destaque nas A?ltimas dA�cadas A� a EducaA�A?o Popular em SaA?de, orientada pelas ideias de EducaA�A?o Popular propostas por Paulo Freire. Assim, por meio de uma aproximaA�A?o e integraA�A?o do saber cientA�fico ao saber popular, busca-se uma metodologia mais humanizada nas prA?ticas em saA?de.

 

EDUCAA�A?O EM SAAsDE E EDUCAA�A?O POPULAR EM SAAsDE NO SUS

A educaA�A?o em saA?de, no Brasil, teve inA�cio nas primeiras dA�cadas do sA�culo XX com as campanhas sanitA?rias e a expansA?o da medicina preventiva para diversas regiA�es do paA�s.4 Nessa A�poca, tais aA�A�es nA?o eram vistas como prioritA?rias e nas poucas vezes que ocorriam visavam domesticar as pessoas para obedecerem A�s normas de conduta.5

Segundo Carvalho (2004), as aA�A�es de educaA�A?o que tA?m como objetivo a promoA�A?o de saA?de envolvem escolhas, dessa forma, nA?o devem se situar apenas no nA�vel do conhecimento cientA�fico, mas sim nos valores e representaA�A�es subjetivas dadas ao processo de educaA�A?o e empoderamento dos sujeitos. Dessa maneira, ao invA�s de conceber as aA�A�es educativas, em saA?de ou outra A?rea do saber, como mera transmissA?o de informaA�A�es, deve-se compreendA?-las como processos de construA�A?o real de conhecimento, fundamentado em prA?ticas do cotidiano carregadas pela subjetivaA�A?o de cada indivA�duo. Onde o cotidiano A� compreendido como fonte inexaurA�vel de situaA�A�es que podem se tornar disparadores de reflexA?o.6

Essa perspectiva, portanto, A� ponto no qual hA? o entrecruzamento das aA�A�es de educaA�A?o em saA?de e a EducaA�A?o Popular. Idealizada por Paulo Freire, na dA�cada de 60, apresenta como cerne do processo pedagA?gico o saber popular dos sujeitos. Considera-se, desse modo, que em suas dimensA�es familiares, sociais, econA?micas as pessoas adquirem entendimento sobre sua relaA�A?o com a sociedade e o meio ambiente. A� por meio dessa gama de saberes fragmentados que a educaA�A?o popular tece novos saberes.

No A?mbito da saA?de a EducaA�A?o Popular permite criar uma integraA�A?o dos saberes entre o conhecimento da populaA�A?o e o conhecimento cientA�fico dos profissionais, na qual ambas as partes aprendem concomitantemente.7 Dessa forma, contribui para despertar o sentimento de cidadania da comunidade, promover a compreensA?o e o acesso ao direito A� saA?de dos sujeitos, conforme assegurado na ConstituiA�A?o Federal de 1988.8 E possibilita ainda a ampliaA�A?o dos olhares dos profissionais de saA?de por meio do respeito, do diA?logo e da valorizaA�A?o dos saberes populares que atravessam geraA�A�es.

Durante os movimentos de reforma sanitA?ria a EducaA�A?o Popular passou a ser utilizada como instrumento para construA�A?o e ampliaA�A?o da participaA�A?o popular no gerenciamento e reorientaA�A?o das polA�ticas pA?blicas. E no cenA?rio contemporA?neo, destaca-se meios de enfrentamento da lA?gica hegemA?nica dos serviA�os de saA?de (VASCONCELOS, 2004).

Em 2009, o Governo Federal por meio do MS instituiu-se o ComitA? Nacional de EducaA�A?o Popular em SaA?de, com base na relevA?ncia dos princA�pios A�ticos e metodolA?gicos da EducaA�A?o Popular em SaA?de no fortalecimento da integralidade e da humanizaA�A?o das aA�A�es e serviA�os na A?rea.9 Mais recentemente, em 2013, o MinistA�rio da SaA?de instaurou a PolA�tica Nacional de EducaA�A?o Popular em SaA?de (PNEPs) no A?mbito do SUS. Tal medida A� orientada pelos princA�pios do diA?logo, da amorosidade, da problematizaA�A?o, da construA�A?o compartilhada do conhecimento, da emancipaA�A?o e do compromisso com a construA�A?o do projeto democrA?tico e popular. TambA�m, apresenta como eixos estratA�gicos: a participaA�A?o, controle social, gestA?o participativa; a formaA�A?o, comunicaA�A?o, produA�A?o de conhecimento; o cuidado em saA?de; a intersetorialidade e diA?logos multiculturais.10

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PROJETO CURTA SUS

O Projeto Curta SUS foi idealizado e A� executado pelo NA?cleo de Projetos Inovadores (NUPRIN) da Secretaria Municipal de SaA?de de Aracaju. Segundo Murilo de Brito Andrade,[2]** coordenador do nA?cleo, a iniciativa existe hA? aproximadamente quatro anos. Surgiu com o objetivo de estreitar a articulaA�A?o entre as aA�A�es de promoA�A?o e prevenA�A?o/cura e reabilitaA�A?o.

Nesse contexto, o projeto emerge como reforA�o para desenvolvimento de uma polA�tica de saA?de que esteja pautada na promoA�A?o, prevenA�A?o e atenA�A?o A� saA?de, na qual a concepA�A?o de saA?de como ausA?ncia de doenA�a A� ampliada para uma produA�A?o social, subjetiva, econA?mica e cultural. A iniciativa a�� alicerA�ada na PNH, a PNEPS e a PolA�tica Nacional de PromoA�A?o A� SaA?de a�� traz como cerne a utilizaA�A?o da linguagem cinematogrA?fica para disparar reflexA�es e debates dentro das USFa��s e das escolas no que diz respeito a produA�A?o de sujeitos e de saA?de. Dessa forma, o Curta SUS aposta no potencial subjetivo da arte e na popularidade alcanA�ada pelo cinema, que pode ser considerado ainda como um modo de reflexA?o sobre o real, quando leva o sujeito-espectador a exprimir problemas histA?rico-sociais antes apenas vivenciados, conferindo ao artista a funA�A?o de porta-voz da sua coletividade.11

Em relaA�A?o aos recursos, dinA?mica e logA�stica das exibiA�A�es, as intervenA�A�es do Projeto Curta SUS sA?o sempre solicitadas por profissionais que atuam no SUS Aracaju ou nas redes auxiliares e atendidas conforme disponibilidade de agenda do NUPRIN. A estrutura mA�nima necessA?ria para as exibiA�A�es sA?o duas caixas de som, um datashow e um profissional que atua como referA?ncia tA�cnica. As mostras ocorrem de forma itinerante, com exibiA�A?o de filmes curta-metragem em quaisquer espaA�os propA�cios a projeA�A?o de imagens, tais como salas de espera das USF, salas de reuniA?o, salas de aula, praA�as, dentre outros. Atualmente conta com acervo de vinte filmes (com duraA�A?o entre cinco a trinta minutos), todos devidamente autorizados para exibiA�A?o. ApA?s cada mostra A� iniciada uma roda de conversa a partir das percepA�A�es e demandas dos espectadores.

Sob a A?tica da concepA�A?o de sujeitos sA?cio-histA?rico para a EducaA�A?o Popular, uma mesma pelA�cula oferece uma ampla gama de possibilidades temA?ticas para discussA?o dentro de um mesmo grupo. Na perspectiva da comunicaA�A?o e educaA�A?o em saA?de a dinA?mica da exibiA�A?o contribui para que cada espectador, seja trabalhador ou usuA?rio, traga suas impressA�es, bem como as correlaA�A�es imediatas que conseguem fazer com eles prA?prios e/ou com a comunidade a qual pertencem. Nesse contexto, e com sutileza, o facilitador do dia insere no diA?logo as informaA�A�es em saA?de, de maneira que complementem, ratifiquem ou retifiquem as ideias que circularam na roda.12

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OBJETIVOS

O presente artigo tem como objetivo geral verificar os resultados do referido projeto diante das possibilidades de uso da EducaA�A?o Popular e do cinema como estratA�gias para aA�A�es de educaA�A?o em saA?de. Assim exposto, os objetivos especA�ficos sA?o: a) Conhecer os objetivos do projeto Curta SUS; b) Identificar o perfil dos profissionais solicitantes desse projeto; c) Conhecer os grupos-alvo participantes desse projeto; d) Verificar se os objetivos propostos pelos solicitantes foram alcanA�ados; e) Identificar o papel da EducaA�A?o Popular em SaA?de na comunicaA�A?o em saA?de e nas atividades das equipes da estratA�gia saA?de da famA�lia.

 

MATERIAIS E MA�TODOS

A pesquisa foi realizada nos dispositivos do SUS de Aracaju e demais redes articuladas do municA�pio. Aracaju possui aproximadamente 571.000 habitantes13 e apresenta quarenta e quatro Unidades de SaA?de da FamA�lia (USF) distribuA�das em quatro polos para atender A� populaA�A?o.

O projeto foi encaminhado ao Centro de EducaA�A?o Permanente em SaA?de (CEPS) da Secretaria Municipal de SaA?de de Aracaju e submetido ao ComitA? de A�tica em Pesquisa (CEP) do Hospital UniversitA?rio da Universidade Federal de Sergipe (HU/UFS), e embora a pesquisa envolva seres humanos foi evidenciado risco mA�nimo devido carA?ter observacional. ConvA�m destacar que a coleta de dados teve inA�cio somente apA?s aprovaA�A?o do CEPS e do CEP do HU/UFS, conforme parecer nA?mero 977.136, regulamentado pela ResoluA�A?o 466/2012 do Conselho Nacional de SaA?de (CNS).

O grupo pesquisado foi composto por profissionais (solicitantes da intervenA�A?o do Projeto Curta SUS) vinculados A� USF, programas de saA?de da SecretA?ria Municipal de SaA?de de Aracaju, Centro de AtenA�A?o Psicossocial (CAPs), Centro de ReferA?ncia de AssistA?ncia Social (CRAS), Secretaria Municipal de EducaA�A?o de Aracaju, tambA�m escolas municipais e estaduais.

A amostra escolhida foi do tipo nA?o-probabilA�stica e de conveniA?ncia. Os critA�rios de inclusA?o foram: ser o profissional solicitante da intervenA�A?o, ter participado da roda de conversa e aceitar participar da pesquisa. Destaca-se que foram excluA�dos os solicitantes que nA?o participaram das rodas de conversa. Assim, a amostragem contou com trinta e trA?s profissionais que atenderam aos critA�rios de inclusA?o e aceitaram.

A anA?lise dos dados foi feita por meio de elaboraA�A?o de planilhas e tabulaA�A?o dos resultados, a fim de elaboraA�A?o do banco de dados quantitativos, como tambA�m para anA?lise descritiva e inferencial dos mesmos. Realizou-se, tambA�m, anA?lise dinA?mica das narrativas com posterior categorizaA�A?o sistemA?tica e quantitativa das mesmas. Tais observaA�A�es foram feitas em conjunto com o mA�todo das palavras geradoras propostas por Paulo Freire. Nesse processo, tabulou-se o quantitativo de vezes que determinada palavra ou expressA?o apareceu na narrativa dos entrevistados, considerando apenas uma vez para cada participante.

 

RESULTADOS E DISCUSSA?O

Em relaA�A?o ao perfil dos profissionais solicitantes que atenderam aos critA�rios de inclusA?o e aceitaram participar da pesquisa, 84,9% eram do sexo feminino e 15,1% do sexo masculino a�� a maioria (63,6%) possui idade entre 30 e 50 anos. Concernente A� formaA�A?o acadA?mica a maior parte (57,6%) possui formaA�A?o no campo da saA?de: 27,3% dos entrevistados sA?o formados em ServiA�o Social; 15,2% em Psicologia; 12,1% em Enfermagem; e 3,0% em Odontologia. Os demais possuem formaA�A?o nas A?reas da licenciatura e cursos tA�cnicos. Acerca do tempo de vA�nculo na instituiA�A?o de trabalho, a mA�dia A� de 9,5 anos: 69,1% vinculados A� Secretaria Municipal de SaA?de de Aracaju; 21,2% A� Secretaria Municipal de EducaA�A?o de Aracaju; 6,7% A� Secretaria de SaA?de do Estado de Sergipe; e 3,0% A� Secretaria Municipal de AssistA?ncia Social de Aracaju. Assim exposto, evidencia-se que as atividades educativas e aA�A�es de promoA�A?o e prevenA�A?o A� saA?de dentro da EstratA�gia de SaA?de da FamA�lia sA?o realizadas prioritariamente por assistentes sociais e enfermeiros.

Um ponto de partida para discussA�es diz respeito A�s aA�A�es de promoA�A?o de saA?de, que muitas vezes estA?o em segundo plano nas atividades profissionais e por vezes suprimidas. Tal situaA�A?o decorre do alto A�ndice de burocratizaA�A?o dos serviA�os que fazem com que os profissionais utilizem boa parte da sua carga horA?ria para desenvolver atividades administrativas. Dessa forma, verifica-se que as demais categorias profissionais de nA�vel superior, que compA�em a equipe de SaA?de da FamA�lia, pouco se envolvem nas atividades de educaA�A?o em saA?de. O resultado, entA?o, sugere que tais categorias, principalmente a classe mA�dica, seguem atuando segundo o modelo curativo assistencial. Ainda acerca dessa classe convA�m ressaltar sua atuaA�A?o e formaA�A?o que, grosso modo, estA? marcada por pouca empatia pelas necessidades dos sujeitos, pelo distanciamento de suas atividades dos demais afazeres da equipe e pelo predomA�nio de modalidades de aA�A�es guiadas por um modelo assistencial por meio do uso de tecnologias duras.14 Assim, conclui-se que sem a coesA?o entre aA�A�es da equipe de SaA?de da FamA�lia a�� necessA?ria para o desenvolvimento conjunto de aA�A�es educativas que visem o atendimento integral do sujeito a�� os profissionais tA?m no projeto Curta SUS uma ferramenta de apoio que fomenta possibilidades de realizaA�A?o do fazer educativo, utilizando tecnologia leve e versA?til.

a�?(…) o curta SUS veio dar uma oxigenada no nosso trabalho, na forma de lidar e fazer promoA�A?o de saA?de, sendo uma importante ferramenta para que possamos fazer saA?de de uma maneira diferente; devolvendo o brilho aos olhos nA?o sA? dos usuA?rios como tambA�m dos profissionais. a�? (F.A.S., Enfermeiro).

Aliado ao trabalho desenvolvido pelo Programa SaA?de na Escola (PSE) o projeto Curta SUS mostrou-se como valorosa ferramenta para o alcance das metas de educaA�A?o em saA?de nos ambientes escolares. A possibilidade de abordar diversos temas de maneira leve, lA?dica, motivou crianA�as e adolescentes a participarem da roda e assumirem o papel de protagonistas, onde a produA�A?o de conhecimento A� realizada de maneira compartilhada.

a�?Dentro das aA�A�es do PSE existe o componente 2 que contempla atividades educativas sobre temA?ticas que sA?o trabalhadas com o Projeto Curta SUS (…) os objetivos destas atividades eram alcanA�ados satisfatoriamente, pois os adolescentes interagiam durante a roda de conversa tirando suas dA?vidas e proporcionando a troca de experiA?ncias sobre o tema abordado (…)a�? (I.S.S.C., Enfermeiro).

AlA�m de depoimentos que explicitam a satisfaA�A?o dos profissionais com a realizaA�A?o da iniciativa, A� possA�vel verificar mais alguns dados: em 81,8% dos casos os entrevistados conheceram o projeto Curta SUS atravA�s da Secretaria Municipal de SaA?de de Aracaju. Destaca-se, ainda, que todos os entrevistados agendaram o projeto mais de uma vez; 60,6% agendaram entre duas a sete vezes; 9,1% agendaram entre oito e dez vezes; e 30,3% agendaram mais de dez vezes. O agendamento foi realizado em 51,5% dos casos por telefone. Em relaA�A?o a versatilidade do projeto, a maioria dos solicitantes (72,7%) utilizou o Curta SUS para trabalhar com mais de um tipo de pA?blico-alvo. E 51,5% dos entrevistados realizaram agendamento para aA�A�es que tinham como pA?blico-alvo crianA�as e adolescentes de escolas vinculadas ao PSE e 33,3% aos trabalhadores da saA?de. Concernente A�s temA?ticas planejadas para discussA?o apA?s o curta-metragem, apresentaram-se variadas e em diversos casos o mesmo solicitante trabalhou mais de uma vez o mesmo tema. Em 51,5% das entrevistas o tA?pico mais trabalhado foi cultura de paz (figura 1).

Captura de Tela 2015-08-04 A�s 12.00.51

 

 

 

 

 

Figura 1 a�� TemA?ticas Planejadas

a�?Em uma intervenA�A?o do Curta SUS, dentro das aA�A�es do Programa SaA?de na Escola, os alunos da escola que fomos nA?o queriam participar; o projeto buy erythromycin ophthalmic ointment mobilizou os adolescentes, atravA�s do curta, de tal forma que toda turma do 7A� ano participou ativamente da discussA?o, rendendo uma roda de conversa muito produtiva sobre violA?ncia, bullying, drogasa�? (J.S.A, Geografo).

 

(…) chama a atenA�A?o como prende a atenA�A?o e proporciona maior interaA�A?o e participaA�A?o dos grupos, dos adolescentes. (L.N.C., Assistente Social)

Em relaA�A?o aos objetivos propostos ao solicitar o projeto Curta SUS, 57,6% dos entrevistados apontaram a superaA�A?o das expectativas. Dentro desse subgrupo, 30,3% afirmaram que houve uma alteraA�A?o e ampliaA�A?o da participaA�A?o do pA?blico de forma alA�m do esperado (quadro1).

Quadro 1 a�� Alcance dos Objetivos Propostos x AlteraA�A?o na ParticipaA�A?o/Fala

Captura de Tela 2015-08-04 A�s 12.03.54

 

 

 

Para a realizaA�A?o de atividades de educaA�A?o em saA?de os profissionais, em sua grande maioria, utilizam apenas palestras, cartazes e panfletos como recursos de atuaA�A?o. Trata-se de um modelo de comunicaA�A?o unilinear, no qual o emissor aplica determinados estA�mulos e espera obter do receptor determinadas respostas. Esse modelo estA? amplamente arraigado nas prA?ticas de saA?de coletiva vigentes, nas quais A� valorizado prioritariamente o saber mA�dico a fim de fomentar hA?bitos e prA?ticas que articulem a promoA�A?o A� saA?de e a adesA?o da populaA�A?o aos procedimentos mA�dico-sanitA?rios.15

(…) acredito muito nas tecnologias leves para o desenvolvimento do trabalho de saA?de da famA�lia, e atravA�s do Projeto Curta SUS conseguimos dar uma vivacidade ao serviA�o, trazendo algo novo numa perspectiva de fazer saA?de, deixando um pouco o modelo assistencialista e se voltando mais as aA�A�es preventivas. (F.A.S., Enfermeiro)

A comunicaA�A?o em saA?de que invoca exclusivamente o saber tA�cnico perde gradativamente sua forA�a. Deve-se voltar uma maior atenA�A?o aos discursos de outros atores sociais, valorizando, assim, a construA�A?o de uma comunicaA�A?o dialA?gica que visa a interaA�A?o e a construA�A?o coletiva de saberes.16 Desse modo, ao mesmo tempo que produz e faz circular seus discursos, apropria-se dos discursos circulantes.17

a�?(…) O Curta SUS traz novas possibilidades ao profissional de saA?de, proporcionando formas para maior interaA�A?o com os usuA?rios, trocas de experiA?ncias entre trabalhadores e usuA?rios, e entre os prA?prios usuA?rios, podendo assim conhecer as demandas, os anseios, as dA?vidas.a�? (M.V.A.N., Assistente Social)

Ampliar a concepA�A?o da comunicaA�A?o na atenA�A?o A� saA?de para fora dos muros dos serviA�os fomenta uma reflexA?o sobre possA�veis utilizaA�A�es de novas tecnologias de comunicaA�A?o.18 Dessa forma, poderiam transformar as aA�A�es desenvolvidas pelas equipes multiprofissionais, as quais ganhariam carA?ter inclusivo e participativo com objetivo de empoderamento e posicionamento dos diversos atores sociais.

a�?Para mim, o principal benefA�cio A� promover o diA?logo, as pessoas expA�em suas opiniA�es, suas dA?vidas, seus anseios, onde nA?o hA? certo ou errado nas falas que circulam na roda. Eu recomendaria a outros trabalhadores por ser uma ferramenta que podemos usar de diversas maneiras, com inA?meras possibilidades de adequar a cada pA?blico, a cada local, sempre de forma gratificante (…)a�? pills online (C.C.M., BiA?loga)

Nesse contexto, a premissa da EducaA�A?o Popular em SaA?de nA?o A� a de informar para atenA�A?o A� saA?de, mas de transformar os saberes existentes atravA�s de prA?ticas educativas emancipatA?rias. Tal prA?tica visa o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade dos indivA�duos no cuidado com a saA?de, nA?o mais pela imposiA�A?o dos saberes tA�cnicos-cientA�ficos, mas sim pela valorizaA�A?o das relaA�A�es interpessoais estabelecidas nos serviA�os de saA?de.19

Acerca dessa prA?tica, pode-se coletar dos entrevistados, por meio das descriA�A�es verbais, seus objetivos e opiniA�es sobre o projeto Curta SUS. Houve repetiA�A?o de algumas palavras e/ou expressA�es que foram categorizadas e quantificadas conforme a figura 2.

Figura 2 a�� Palavras e expressA�es utilizadas durante os relatos das questA�es abertas

Captura de Tela 2015-08-04 A�s 12.04.48

 

 

 

 

 

Pode-se perceber que os objetivos propostos ao idealizar as atividades do projeto Curta SUS a�� busca pela promoA�A?o da ampliaA�A?o e desenvolvimento estratA�gias inovadoras que visem garantir a integralidade, a universalidade e a equidade a partir do estA�mulo da autonomia e da corresponsabilizaA�A?o social a�� seguiram norteando as aA�A�es do projeto. Percebeu-se, ainda, a grande adesA?o por parte dos trabalhadores das redes de saA?de e educaA�A?o, notabilizado por sugestA�es e efetivaA�A?o dos objetivos cristalizado na repetiA�A?o das falas com termos como: maior interaA�A?o, diA?logo, inovador, promoA�A?o e prevenA�A?o A� saA?de e troca de saberes.

Ao realizar aA�A�es educativas por intermA�dio da arte possibilita-se a produA�A?o de sentidos de aprendizagem que ultrapassam a instrumentalidade da razA?o e do mecanicismo da tA�cnica, tA?o arraigada na formaA�A?o e na prA?tica dos profissionais de saA?de. cost of remeron without insurance 20 Dessa forma, quando a EducaA�A?o Popular A� inserida no cotidiano das aA�A�es e prA?ticas de educaA�A?o em saA?de, pode-se, por meio da crA�tica e da reflexA?o, constatar as transformaA�A�es e reconstruA�A�es dos saberes dos sujeitos ou do grupo, que nA?o detinham o conhecimento oriundo do princA�pio acadA?mico-cientA�fico, ao mesmo tempo em que o profissional com papel de educador apropria-se do conhecimento que tem origem no universo comum.21

 

CONSIDERAA�A�ES FINAIS

Pode-se perceber, como colocado pelos prA?prios solicitantes pesquisados, que o projeto serve como ferramenta que os auxilia na realizaA�A?o de aA�A�es de carA?ter educativo que visam a promoA�A?o e prevenA�A?o A� saA?de. Dessa forma, traz benefA�cios nA?o sA? para os sujeitos que sA?o alvo das aA�A�es, como tambA�m para os profissionais que transformam suas prA?ticas e conseguem a�� com auxA�lio do projeto Curta SUS a�� ampliar as aA�A�es de educaA�A?o em saA?de. TambA�m vale destacar nesse processo educativo o papel da PolA�tica Nacional de EducaA�A?o Popular em SaA?de, assim como a PolA�tica Nacional de HumanizaA�A?o que preconizam a criaA�A?o de espaA�os de fala/escuta tanto para usuA?rios, como para trabalhadores e por meio dos recursos audiovisuais, bem como utilizaA�A?o de uma comunicaA�A?o dialA?gica conseguiu-se, claramente, visualizar a criaA�A?o desses espaA�os.

Outro aspecto relevante A� a grande variedade de temA?ticas trabalhadas e a diversidade nos perfis do pA?blico-alvo dos envolvidos, o que demonstra a versatilidade do projeto, bem como de suas possibilidades de atuaA�A?o. Nesse contexto, verificou-se que o Curta SUS pode ser uma ferramenta de gestA?o transversal nos diversos programas e redes de atenA�A?o A� saA?de, na medida em que visa reconhecer a importA?ncia e a pluralidade dos mesmos, assim como propA�e a necessidade de ampliaA�A?o do diA?logo entre eles. AlA�m de evidenciar a necessidade de entendA?-los como instA?ncias de produA�A?o de subjetividade na busca da corresponsabilizaA�A?o dos sujeitos em relaA�A?o A� saA?de.

Conclui-se, que o CURTA SUS pode ser facilmente replicado em outros locais, visto o baixo custo para implantaA�A?o e execuA�A?o, elevado grau de satisfaA�A?o dos profissionais solicitantes e ampla gama nas formas de utilizaA�A?o. Recomenda-se, por fim, que se faA�a estudos posteriores sobre a temA?tica abordada devido a pequena produA�A?o cientA�fica disponA�vel. AlA�m da coleta das impressA�es e opiniA�es com os envolvidos em diferentes instA?ncias do projeto, a fim de verificar o impacto da utilizaA�A?o dos recursos utilizados e obtenA�A?o de uma anA?lise complementar acerca do projeto Curta SUS.

 

 

REFERASNCIAS

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[1]A�A�A� Graduanda Bacharel em Enfermagem – Departamento de Enfermagem Universidade Federal de Sergipe. email: chenya.coutinho@gmail.com

[2]A� A� A� Murilo de Brito Andrade alA�m de coordenador do NUPRIN tambA�m atua como arte-educador e arte terapeuta. As informaA�A�es acerca do projeto foram coletadas em entrevista realizada em 13 jan. 2015.